Helena
A roupa de ontem está aos pés da cama.
O cabelo inclusive ainda é o de ontem, mas sem o glamour, só o embaraço.
Tem umas dez horas que tudo que ela sente é o toque do lençol sob a pele.
O corpo está mole, fadigado, os olhos pesados e o estômago virado.
Do lado da pilha de roupas há uma garrafa de água e o clima é aquele de domingo.
Nada acontece, nem o vento sopra, só um calor insuportável.
Decidiu que precisava tomar um banho gelado, pra ver se a vida muda de cor e o clima muda o jeito como toca sua pele.
Olha pro celular, ele não ligou, nem mandou mensagem, faz dias já, nem era importante, mas era algo.
Era.
Faltam 40 minutos, esqueceu que tinha compromisso.
Quem marca compromisso em um dia assim?
Que agonia!
São quatro da tarde e ela ainda não levantou da cama, as lembranças de ontem vão e voltam, os sentimentos dançam em um ritmo desconexo.
São 4 da tarde e a cama se molda ao momento de tal maneira que fica impossível levantar, o apartamento cheira a solidão, até os moveis estão com preguiça.
A água fria do chuveiro causa a mesma ansiedade que ela sente diante do novo, ela fecha os olhos e sente o frio se espalhar pelo corpo, incomoda e ao mesmo tempo faz bem, parece até imitação do dia de ontem.
Ela não bebeu.
Ela não fumou.
Ela não dormiu tarde.
É ressaca, mas não de excesso.
É ressaca de falta.
Repara que,o outono,é mais estação da alma do que da natureza.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 5 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
Inteira
Dia de chuva em pleno outono, pena que eu não tinha um lápis a mão.
Está sempre chovendo e quando não está chovendo faço chover, eu preciso que seja desse jeito.
Preciso é uma palavra tão forte, vou corrigir, eu prefiro que seja desse jeito, me faz sentir humana.
Ser humana.
É disso que eu vinha sentindo falta na vida.
A gente tá sempre na defensiva ou sempre buscando arduamente um objetivo, uma pessoa.
Sentia falta do meio termo, não é bem o meio termo, sentia falta da gente deixar as coisas fluírem.
De um lado gritam: se você quer conquiste, lute, corra atrás, ninguém vai alcançar o objetivo parado, esperando a vida passar.
Do outro lado gritam ainda mais alto: se for pra ser seu ninguém tira, não ligue, não telefone, não demonstre.
E hoje eu sussurro pra você: ponha um fone, aumente o volume, ignore os gritos e viva, as convenções sociais são um saco, não posso falar pra você como você deve agir, mas posso afirmar uma coisa, pessoas não são objetivos, não são obstáculos, não são causas, consequências nem nada parecido.
Pessoas são pessoas e isso já é definição suficiente.
Eu leria os mesmos livros, sofreria pelos mesmos amores,
escreveria os mesmo bilhetes, me apaixonaria pelos mesmo sorrisos,
brigaria pelas mesmas causas.
Por via de regra sempre escrevo perto de completar mais um ano de vida.
Nem sempre publico, mas sempre escrevo.
E dessa vez não escrevo por medo, ansiedade, ou só porque tô de TPM (sempre dá vontade de escrever quando tô de TPM)
Escrevo como uma forma de me presentear, de deixar gravado o sentimento de hoje.
Talvez daqui a um ano ou dois eu não lembre mais de como me sentia hoje, mas aí é só voltar pra essas páginas velhas que me encontro.
São precisamente 20:15 do dia 01/04/2014, existo a aproximadamente 7665 dias e 4 horas e 15 minutos.
Isso dá 21 anos e 362 dias.
Não tive medo de fazer 18, não mudou nada.
Tive medo de sair de casa aos 18.
Morri de medo dos 20, 20 pesa uma tonelada, sério.
Mas nem foi tudo isso, era tudo drama.
Fazer 21 foi tranquilo, tava em casa, fazia 2 anos que passava longe de mamis.
Ter 21 pesou o dobro dos 20, mas só descobri depois.
Segundo a Ludimila de uns 10 anos atrás com 18 eu já moraria só e seria rica.
Eu moro só, não posso dizer que não sou uma vencedora!
Eu também seria bailarina (não há um dia que eu não prometa voltar pro ballet).
Segundo a Ludimila de 7 anos atrás eu não casaria e não teria filhos,
ainda segundo a mesma eu seria jornalista.
A Ludimila de 4 anos atrás seria publicitária.
A Ludimila de hoje não se arrepende das escolhas que fez (mentira, quero voltar pro ballet).
Bingo! Dois patinhos na lagoa.
Eu deixei de ser tona infinitivos.
Num piscar de olhos passa e sabe aquela história do se ama por dentro?
Só vale a pena quando o lado de fora te afoga de amor.
Está sempre chovendo e quando não está chovendo faço chover, eu preciso que seja desse jeito.
Preciso é uma palavra tão forte, vou corrigir, eu prefiro que seja desse jeito, me faz sentir humana.
Ser humana.
É disso que eu vinha sentindo falta na vida.
A gente tá sempre na defensiva ou sempre buscando arduamente um objetivo, uma pessoa.
Sentia falta do meio termo, não é bem o meio termo, sentia falta da gente deixar as coisas fluírem.
De um lado gritam: se você quer conquiste, lute, corra atrás, ninguém vai alcançar o objetivo parado, esperando a vida passar.
Do outro lado gritam ainda mais alto: se for pra ser seu ninguém tira, não ligue, não telefone, não demonstre.
E hoje eu sussurro pra você: ponha um fone, aumente o volume, ignore os gritos e viva, as convenções sociais são um saco, não posso falar pra você como você deve agir, mas posso afirmar uma coisa, pessoas não são objetivos, não são obstáculos, não são causas, consequências nem nada parecido.
Pessoas são pessoas e isso já é definição suficiente.
Eu leria os mesmos livros, sofreria pelos mesmos amores,
escreveria os mesmo bilhetes, me apaixonaria pelos mesmo sorrisos,
brigaria pelas mesmas causas.
Por via de regra sempre escrevo perto de completar mais um ano de vida.
Nem sempre publico, mas sempre escrevo.
E dessa vez não escrevo por medo, ansiedade, ou só porque tô de TPM (sempre dá vontade de escrever quando tô de TPM)
Escrevo como uma forma de me presentear, de deixar gravado o sentimento de hoje.
Talvez daqui a um ano ou dois eu não lembre mais de como me sentia hoje, mas aí é só voltar pra essas páginas velhas que me encontro.
São precisamente 20:15 do dia 01/04/2014, existo a aproximadamente 7665 dias e 4 horas e 15 minutos.
Isso dá 21 anos e 362 dias.
Não tive medo de fazer 18, não mudou nada.
Tive medo de sair de casa aos 18.
Morri de medo dos 20, 20 pesa uma tonelada, sério.
Mas nem foi tudo isso, era tudo drama.
Fazer 21 foi tranquilo, tava em casa, fazia 2 anos que passava longe de mamis.
Ter 21 pesou o dobro dos 20, mas só descobri depois.
Segundo a Ludimila de uns 10 anos atrás com 18 eu já moraria só e seria rica.
Eu moro só, não posso dizer que não sou uma vencedora!
Eu também seria bailarina (não há um dia que eu não prometa voltar pro ballet).
Segundo a Ludimila de 7 anos atrás eu não casaria e não teria filhos,
ainda segundo a mesma eu seria jornalista.
A Ludimila de 4 anos atrás seria publicitária.
A Ludimila de hoje não se arrepende das escolhas que fez (mentira, quero voltar pro ballet).
Bingo! Dois patinhos na lagoa.
Eu deixei de ser tona infinitivos.
Num piscar de olhos passa e sabe aquela história do se ama por dentro?
Só vale a pena quando o lado de fora te afoga de amor.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Every breath (♪)
Helena
Helena está no meio de uma crise.
Por isso anda sumida, com preguiça de dar o ar da graça.
Com preguiça de ver gente, lidar com pessoas, lidar com situações.
Helena está hibernando, fingindo que não se importa, vivendo uma TPM eterna,
deixando as ligações irem pra caixa postal e a caixa de entrada transbordar de emails,
desinstalou o whatsapp, o skype, não entra mais no facebook.
Cansou do virtual, do real e da linha tênue que divide tudo isso e foi dormir.
"How to be brave?
How can I love when I'm afraid to fall? (♪)"
Não, não é um pedra no sapato.
Uma pedra quando entra no sapato incomoda tanto que é preciso parar o que se está fazendo e removê-la para só depois continuar o caminho.
Tá mais pra quando a gente calça a meia com pressa e só percebe a dobrinha quando termina de calçar o tênis. Incomoda no começo, mas logo a gente se habitua e nem percebe mais.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Nós
Como faz, por favor?
Tentei desatar: apertou, apertou
Alguém mais? Um amor?
Queira me puxar que eu vou, eu vou (♪)
5 a seco, feito nós.
Sabe quando a conexão da internet com o celular tá ruim e você fica on e fica off sem perceber no facebook?
Ou fica inativo por muito tempo e nem nota, dai alguém te avisa e você responde: uai, mas eu tava on o tempo todo.
Pois bem, é desse jeito que estou, tenho certeza que estou prestando atenção no meu mundo, certeza, até que de repente eu percebo que se passaram minutos, horas, desde que eu estive presente realmente. Mas eu não me desligo, na verdade eu tô lá, vendo, ouvindo e sentindo tudo, mas não o tempo todo, sei que não dá pra entender, eu também não entendo.
E pra completar ainda parece que existe um nó dentro de mim que quanto mais eu tento desatar mais aperta.
Um nó cego.
Ceguíssimo.
E eu sei que se eu cortar aqui e ali tudo fica de novo como estava antes.
Sem nó.
Sem nada.
Vazio. Vazio. Vazio.
E ao invés de muitos emaranhados terei eu.
Mas eu não sei quem eu tenho agora e eu não quero ter somente eu.
Vou deixar esse nó tentar se desatar, enquanto isso estou offline, indisponível, indisposta, mas lembrando de como eu coube em seus braços, logo eu, apaixonada por abraços, se você está surpreso, imagina eu?
"Admito que você me embaraça,
me dá um nó, me tira do foco.
Admito, como diria a Mallu Magalhães, que eu perco o norte e o chão de tanto pensar em você.
E ainda assim estou dividida, entre você e um amor de verão.
Porque você me dá todos os sinais e depois nada.De qualquer maneira, o outono tá chegando, e o verão irremediavelmente chegará ao fim."
Tentei desatar: apertou, apertou
Alguém mais? Um amor?
Queira me puxar que eu vou, eu vou (♪)
5 a seco, feito nós.
Sabe quando a conexão da internet com o celular tá ruim e você fica on e fica off sem perceber no facebook?
Ou fica inativo por muito tempo e nem nota, dai alguém te avisa e você responde: uai, mas eu tava on o tempo todo.
Pois bem, é desse jeito que estou, tenho certeza que estou prestando atenção no meu mundo, certeza, até que de repente eu percebo que se passaram minutos, horas, desde que eu estive presente realmente. Mas eu não me desligo, na verdade eu tô lá, vendo, ouvindo e sentindo tudo, mas não o tempo todo, sei que não dá pra entender, eu também não entendo.
E pra completar ainda parece que existe um nó dentro de mim que quanto mais eu tento desatar mais aperta.
Um nó cego.
Ceguíssimo.
E eu sei que se eu cortar aqui e ali tudo fica de novo como estava antes.
Sem nó.
Sem nada.
Vazio. Vazio. Vazio.
E ao invés de muitos emaranhados terei eu.
Mas eu não sei quem eu tenho agora e eu não quero ter somente eu.
Vou deixar esse nó tentar se desatar, enquanto isso estou offline, indisponível, indisposta, mas lembrando de como eu coube em seus braços, logo eu, apaixonada por abraços, se você está surpreso, imagina eu?
"Admito que você me embaraça,
me dá um nó, me tira do foco.
Admito, como diria a Mallu Magalhães, que eu perco o norte e o chão de tanto pensar em você.
E ainda assim estou dividida, entre você e um amor de verão.
Porque você me dá todos os sinais e depois nada.De qualquer maneira, o outono tá chegando, e o verão irremediavelmente chegará ao fim."
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Brinquedos novos
Estava passando o tempo em uma loja com um amigo quando encontrei uma camiseta com os dizeres:
"BE THE TYPE OF PERSON YOU WANT TO MEET"
Assim, em letras garrafais, como um tapa na minha cara. Na hora eu pensei, faz todo sentido, mas isso ficou martelando na minha cabeça e depois de um tempo eu descobri porque a frase mexeu comigo do jeito errado, preguiça, PREGUIÇA, assim está melhor, PREGUIÇA também em letras garrafais. Eu tenho preguiça de ser a pessoa que eu gostaria de conhecer, pelo simples fato de: seria trabalhoso demais. DEMAIS. Eu construí, assim, meio sem querer querendo, um perfil de pessoa ideal que nem eu, a idealizadora, seria capaz de ser. Até seria, mas dai eu teria que tentar e quando falhasse, porque eu sei que falharia miseravelmente, eu ia ter que encarar a realidade, não existem pessoas que a gente gostaria de conhecer, não no sentido que tomei na hora de escrever essas linhas tortas, logo pela manhã.
E tem ainda o fato de que, se eu for a pessoa que eu gostaria de conhecer, seria eu entende? E eu queria que fosse outra pessoa, eu gostaria de interagir com essa outra pessoa. Interajo demais comigo já. Tenho diálogos intermináveis comigo mesma.
Mas ando também com preguiça de conhecer pessoas novas, porque elas não são o tipo de pessoa que eu gostaria de conhecer, ninguém é, e isso não é um problema, é só um fato. Tem gente que parece que nasceu pra ter um encaixe perfeito com a gente, e mesmo assim não é a pessoa da frase com letras garrafais.
E dai acaba que eu fico parecendo criança, quando ganha um brinquedo novo, todo mundo já foi criança, todo mundo sabe o que eu quis dizer.
"BE THE TYPE OF PERSON YOU WANT TO MEET"
Assim, em letras garrafais, como um tapa na minha cara. Na hora eu pensei, faz todo sentido, mas isso ficou martelando na minha cabeça e depois de um tempo eu descobri porque a frase mexeu comigo do jeito errado, preguiça, PREGUIÇA, assim está melhor, PREGUIÇA também em letras garrafais. Eu tenho preguiça de ser a pessoa que eu gostaria de conhecer, pelo simples fato de: seria trabalhoso demais. DEMAIS. Eu construí, assim, meio sem querer querendo, um perfil de pessoa ideal que nem eu, a idealizadora, seria capaz de ser. Até seria, mas dai eu teria que tentar e quando falhasse, porque eu sei que falharia miseravelmente, eu ia ter que encarar a realidade, não existem pessoas que a gente gostaria de conhecer, não no sentido que tomei na hora de escrever essas linhas tortas, logo pela manhã.
E tem ainda o fato de que, se eu for a pessoa que eu gostaria de conhecer, seria eu entende? E eu queria que fosse outra pessoa, eu gostaria de interagir com essa outra pessoa. Interajo demais comigo já. Tenho diálogos intermináveis comigo mesma.
Mas ando também com preguiça de conhecer pessoas novas, porque elas não são o tipo de pessoa que eu gostaria de conhecer, ninguém é, e isso não é um problema, é só um fato. Tem gente que parece que nasceu pra ter um encaixe perfeito com a gente, e mesmo assim não é a pessoa da frase com letras garrafais.
E dai acaba que eu fico parecendo criança, quando ganha um brinquedo novo, todo mundo já foi criança, todo mundo sabe o que eu quis dizer.
Ouvindo: Phoebe Buffay, Smelly Cat
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Eu não tenho pressa,
o meu tempo é todo seu ♪
Quebra-cabeça, Engenheiros.
Quebra-cabeça, Engenheiros.
Porque de uns tempos pra cá eu tenho dito mais tchaus do que ois.
Até logo, até breve, até amanhã, até, até, até.
Até as crianças aprendem a dar tchau cedo demais, puxe na sua memória, quantas crianças de menores de dois anos já sabem dar tchau? Aprendem a falar mamãe, papai e mais meia duzia de palavras, dentre elas tchau.
Eu quero dizer oi, prazer, olá, eu quero as apresentações não as despedidas.
Eu quero o começo.
Eu quero o frio na barriga, o primeiro sorriso, o primeiro aperto de mãos, as primeiras sensações, os primeiros arrepios.
Eu quero o começo.
Eu quero olhar de canto, a primeira mensagem, a primeira bebida, eu quero a sensação de pisar no desconhecido.
Eu quero o começo.
Eu quero o primeiro suspiro, quero o nervosismo que só as primeiras vezes trazem.
Eu quero o começo.
Porque o fim é sempre igual.
Eu queria ter perdido a aposta,
ter perdido.
Me perder.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
De vez
O ritual é invariavelmente o mesmo:
eu cruzo as pernas, cruzo os dedos,
ponho uma música pra tocar e olho pra tela.
Será que eu escrevo?Ou melhor, será que eu digito? (essa modernidade acaba com toda a classe e requinte dos meus sentimentos)
Mordo o lábio, penso, penso, penso e percebo que esqueci de respirar. Fecho a janelinha.
Desisto.
Penso em como seria poder falar com você.
Aí eu lembro que esqueci de inventar uma desculpa e pedir seu número, deixo pra amanhã.
Pra depois.
Pra quando a vontade passar.
Sempre tomo fôlego mil vezes pra criar coragem,
e só uma vez não sai correndo, geralmente eu só deixo
a vontade passar e ela sempre passa.
Então amanhã eu repito tudo.
E deixo de novo pra depois, pra quando a vontade passar, de vez.
Ouvindo 500 miles, hoosters.
eu cruzo as pernas, cruzo os dedos,
ponho uma música pra tocar e olho pra tela.
Será que eu escrevo?Ou melhor, será que eu digito? (essa modernidade acaba com toda a classe e requinte dos meus sentimentos)
Mordo o lábio, penso, penso, penso e percebo que esqueci de respirar. Fecho a janelinha.
Desisto.
Penso em como seria poder falar com você.
Aí eu lembro que esqueci de inventar uma desculpa e pedir seu número, deixo pra amanhã.
Pra depois.
Pra quando a vontade passar.
Sempre tomo fôlego mil vezes pra criar coragem,
e só uma vez não sai correndo, geralmente eu só deixo
a vontade passar e ela sempre passa.
Então amanhã eu repito tudo.
E deixo de novo pra depois, pra quando a vontade passar, de vez.
Ouvindo 500 miles, hoosters.
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