Repara que,o outono,é mais estação da alma do que da natureza.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 16 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
(...)
Ando procurando a tênue linha que separa o
transparente do invisível.
A linha que distingue loucos e gênios.
Aquela que se parece com o muro de Berlim
e separa quem você é de quem você gostaria de ser.
Uma linha que tomamos por hábito chamar de detalhes.12/04/2011 18:00 hrs
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém ♪
sábado, 2 de abril de 2011
A falta que a falta faz ♪
Ali nem acabei de falar, e em mim eu já estava arrependido, com toda a velocidade.
Guimarães Rosa- Grande Sertão Veredas.
Todos os exageros, contos, casos e acasos são fruto de uma falta, de um vazio.
Esse apego rápido, essa necessidade de falar, essa insegurança repentina. Esse querer tão depressa, essa estranha intensidade, é tudo culpa da falta. Não dessa falta, de todas elas, as de antes, as que virão.
Esse derteminismo, essa prolixidade, esse déjà vu é tudo consequencia de andar novamente a mesma estrada. Essa falta de sentido, essas certezas infundadas. Tudo isso é consequência de dar um passo adiante sabendo que o que está a sua frente é um abismo.
It's all your fault.
Mãe, te amo.
Guimarães Rosa- Grande Sertão Veredas.
Todos os exageros, contos, casos e acasos são fruto de uma falta, de um vazio.
Esse apego rápido, essa necessidade de falar, essa insegurança repentina. Esse querer tão depressa, essa estranha intensidade, é tudo culpa da falta. Não dessa falta, de todas elas, as de antes, as que virão.
Esse derteminismo, essa prolixidade, esse déjà vu é tudo consequencia de andar novamente a mesma estrada. Essa falta de sentido, essas certezas infundadas. Tudo isso é consequência de dar um passo adiante sabendo que o que está a sua frente é um abismo.
It's all your fault.
Mãe, te amo.
domingo, 20 de março de 2011
Mas é tudo que eu posso oferecer ♪
Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer.
Então, sou romântica, careta, clichê e meio fútil. Apegada a velhas coisas, inclusive velhos amores. Adepta de valores fora de mercado. Pra mim copos não foram feitos para acomodar tempestades. E estão sempre meio vazios. Gosto de pele, sorriso e prefiro as paixões. Tem que ser intenso, me fazer perder o ar, deixar de pernas bambas e sem saber o que falar. Tem que me fazer sorrir. Sou tensa, nervosa, inquieta por natureza. Não gosto de exageros. Basta eu. Sorrisos demais, simpatia demais, abraços demais (...) transborda, sobra, não agrada. Espelhos, Gadú e caneta preta. Tenho algumas preferências. Gosto de estar fora da minha zona de conforto. Prefiro homens tímidos. Amigos que discutem, pessoas que chorem, gosto de pessoas humanas. Casar nunca foi um sonho. Sei bordar, cozinhar, lavar, passar e todo o resto. Mas não obedeço a ordens masculinas. Tenho pavor de mulheres submissas, vem voz, acomodadas. Sou inconstante, insegura e facilmente irritável. Educação, respeito e sinceridade, um ótimo tripé, não acha? Frescura comigo não tem vez, odeio gente fresca, pagode baiano, vizinho protestante sem noção. Aqueles que acham que Deus é surdo. Eu sou cristã. Não gosto de rebeldia sem causa nem nada do tipo. É pré carnaval e eu to em casa, curtindo meu tédio e lembrando velhas coisas. Sou a nostalgia em pessoa. Falo muito, mas adoro o silêncio, gosto de ficar sozinha mas não de estar sozinha. Gosto de quase tudo e quase todos.
“Há quanto tempo espero seu beijo molhado de maracujá,
To me guardando pra quando o carnaval chegar. ’’
Não espero nada além de um encontro de sorrisos.
03/03/2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Crescer, de véspera ♪
Adolescência. Sempre achei um saco esses textos, livros e psicólogos clichês dizendo que é nessa fase que as duvidas, indecisões e escolhas são mais marcantes. Virgindade, escola, namoro, sexo, etc. Sempre achei isso um porre. Eu sempre achei que sabia o que fazer, até um dia desses eu era cheia de certezas, sabia pra onde ir, com quem ir, o que fazer e não fazer. Até que chega uma hora que o futuro bate na sua porta, ai as certezas viram duvidas e você percebe que aqueles chatos que vão falar sobre adolescência na TV tem certa razão. As certezas são frutos do comodismo. E o pior é perceber que você perdeu tempo com ‘verdades absolutas’ inúteis. O problema, no meu caso, é que eu não sou mais adolescente, acho que nunca fui. Passei direto da infância pra não sei o que. E agora não há tempo pra voltar, e eu me vejo agora com duvidas que deveria ter tido aos 15, 16 anos. Me vejo fazendo escolhas sobre coisas que eu tinha certeza. Eu sempre soube que curso fazer, onde eu NÃO faria faculdade, sempre achei que só dependeria de mim. Mas depois de algumas noites em claro percebi que não dá pra se ter o que se quer, pelo menos não do jeito que você quer. Não, eu não sou uma garota mimada. O que me mata é essa sensação de oportunidade perdida, de se desperdiçar um sonho, ter nas mãos e deixar escapar. Um sonho, uma vida, um futuro e simplesmente virar as costas, sem deixar de olhar pra trás. Sabendo que o que eu fiz não foi o mais fácil, nem foi a melhor escolha, mas de um jeito estranho, foi o melhor a fazer. Dizem por ai que isso é crescer, se for eu queria poder ser o Peter pan, porque não foi uma escolha, foi uma obrigação. Eu não quero decidir a minha vida por obrigação. Troquei o certo pelo duvidoso. Espero que dê certo, no mais, esse é mais um daqueles meus sonhos, como aquele em que eu queria ser bailarina. Bateu agora uma saudade do futuro. Uma saudade do ballet. De ficar de frente ao espelho pensando que mesmo que eu estivesse dando aulas seriam elas as futuras bailarinas e não eu. Até porque minhas costas estão doendo até hoje por causa da apresentação de natal...
Quando ela chora não sei se é dos olhos pra fora, não sei do que ri ♪
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Des (...)
Des(pertencer) Des(apegar)
Eu sempre me apeguei muito fácil as coisas, as pessoas, a musica, enfim a tudo. Tudo mesmo. Assim como eu me desapego muito fácil também. Mas não necessariamente nessa ordem. Não nasci para gostar de uma coisa de cada vez, deve ser por isso que uma conhecida disse que eu sou incoerente musical, por que eu ouço de slipknot a exaltasamba, de Lady Gaga a Maria Rita. Sempre me apaixonei muito fácil, li todos os livros de crepúsculo em duas semanas, assisti as 5 temporadas de supernatural em duas semanas, quando eu começo não consigo parar, eu até tentei mas meios termos não são pra mim, sou toda exageros, infelizmente. Infelizmente mesmo. Eu vivo me policiando, mas é difícil, sou toda Áries, dos pés a cabeça. Intensa, impulsiva, incoerente, ansiosa por inteiro. Desapegar. Despertencer. Porem de uns tempos pra cá minhas paixões diminuíram, perderam a intensidade, não são como antes. Duram muito pouco, isso quando viram paixões. Não estou falando de pessoas, quando se trata de pessoas eu me apego facilmente e levo vidas pra desapegar, pra esquecer, tenho a terrível mania de perdoar tudo facilmente. Estou falando de coisas em geral. Talvez até esteja falando de pessoas. Porem algumas coisas vem pra ficar, não passam, algumas paixões permanecem vivas, sussurrando enquanto mesmo quando as novas paixões nos invadem.Vêm e vão e não deixam nem lembranças. Nesse inicio de ano parece que meus olhos estão mais atentos, não sei dizer, mas nada me chama a atenção, nada me surpreende, nada parece novo, parece tudo tão habitual, tão igual, tão chato. To precisando me apegar, perder o ar, ficar ansiosa e de pernas bambas. Sair da rotina. To precisando de uma nova mania, uma nova série, um livro novo ou só to precisando de uma câmera mesmo. Preciso fotografar urgente.
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