Segura as lágrimas e
prende o choro,
que essa tormenta tem
prazo de validade.
Repara que,o outono,é mais estação da alma do que da natureza.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 20 de abril de 2013
domingo, 17 de março de 2013
E onde não queres nada, nada falta
Tinha um tempo que o riso vinha fácil, era frouxo, estava sempre por perto.
Tinha um tempo que o frio na barriga era frequente, aquele frio gostoso de se sentir, que antecede uma grande emoção.
Houve um tempo também que o dinheiro era só dinheiro, pra comprar doce, pra ir na padaria.
Dinheiro era só ir ali e pedir pra 'mainha' que ela sempre tinha, porque era dinheiro pouco, porque era só pra pequenos prazeres, os melhores prazeres na minha opinião.
Tinha uma época que escola era só diversão, era tudo fácil, aprender então, era uma delícia.
Houve época que aprender não era só obrigação, era escolha. Por falar em escolha houve um tempo que todas as escolhas era fáceis, não alteravam a vida da gente de maneira brusca e quando alteravam era sempre pra melhor.
Houve um tempo que uma ligação salvava meu dia.
Tinha época que os olhos não eram todos julgadores, ou eu achava que não eram.
Tinha época que o coração acelerava.
Tinha época que lembranças faziam sorrir.
Tinha época que eu chegava em casa e tinha comida quentinha, tinha um abraço de mãe, tinha uma briga com meu irmão. Era um tempo bom, tempo de amor sabe? Tempo de amor gratuito.
Houve um tempo ...
Que as lágrimas não tinham que ser contidas a cada ligação.
Um tempo que as dores duravam menos, perfuravam menos.
Um tempo em que a bagunça na vida da gente era só uma bagunça, não um labirinto.
Houve um tempo que eu acreditava que sozinha a gente chegava longe.
Houve um tempo que eu tinha as prioridades certas.
Houve um tempo que a atenção vinha assim, leve, não tinha que ser pedida, implorada.
Houve um tempo que até sozinha eu achava que tava acompanhada.
Houveram épocas na minha vida que eu conseguia fazer os outros rirem, não de mim, comigo.
Houve um tempo que eu chorava sempre que escrevia e eu acreditava que aqueles eram tempos difíceis, até que chegou este tempo, onde as lágrimas sempre vem sempre, mas nem sempre podem ser escritas.
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei".
Mateus 11:28
Tinha um tempo que o frio na barriga era frequente, aquele frio gostoso de se sentir, que antecede uma grande emoção.
Houve um tempo também que o dinheiro era só dinheiro, pra comprar doce, pra ir na padaria.
Dinheiro era só ir ali e pedir pra 'mainha' que ela sempre tinha, porque era dinheiro pouco, porque era só pra pequenos prazeres, os melhores prazeres na minha opinião.
Tinha uma época que escola era só diversão, era tudo fácil, aprender então, era uma delícia.
Houve época que aprender não era só obrigação, era escolha. Por falar em escolha houve um tempo que todas as escolhas era fáceis, não alteravam a vida da gente de maneira brusca e quando alteravam era sempre pra melhor.
Houve um tempo que uma ligação salvava meu dia.
Tinha época que os olhos não eram todos julgadores, ou eu achava que não eram.
Tinha época que o coração acelerava.
Tinha época que lembranças faziam sorrir.
Tinha época que eu chegava em casa e tinha comida quentinha, tinha um abraço de mãe, tinha uma briga com meu irmão. Era um tempo bom, tempo de amor sabe? Tempo de amor gratuito.
Houve um tempo ...
Que as lágrimas não tinham que ser contidas a cada ligação.
Um tempo que as dores duravam menos, perfuravam menos.
Um tempo em que a bagunça na vida da gente era só uma bagunça, não um labirinto.
Houve um tempo que eu acreditava que sozinha a gente chegava longe.
Houve um tempo que eu tinha as prioridades certas.
Houve um tempo que a atenção vinha assim, leve, não tinha que ser pedida, implorada.
Houve um tempo que até sozinha eu achava que tava acompanhada.
Houveram épocas na minha vida que eu conseguia fazer os outros rirem, não de mim, comigo.
Houve um tempo que eu chorava sempre que escrevia e eu acreditava que aqueles eram tempos difíceis, até que chegou este tempo, onde as lágrimas sempre vem sempre, mas nem sempre podem ser escritas.
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei".
Mateus 11:28
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Ensaio
Deve ser exaustão mental na verdade...
Testando os limites da minha mente, da minha alma, do meu corpo, testando tudo que existe em mim.
É como se em cada extremidade do meu corpo estivesse sendo puxada em direções diferentes, enquanto eu quero apenas ficar quieta, parada, idealizando uma vida que não é minha.
Se eu soubesse que desistir era tão mais fácil eu teria feito um alicerce melhor para os meu sonhos, meu planos, minha vida, sempre ouvi dizer que é difícil conquistar o que deseja, mas hoje vejo que isso é um eufemismo, perdoe-me os fortes, vigorosos, que não se deixam abater, mas vocês são feitos de outra matéria, são de outro planeta, porque não só é fácil se abater, é muito mais fácil
Não que eu vá desistir, mas eu acredito que este pensamento de derrota nem deveria permear a minha mente.Os dias estão ruins, por consequência as semanas ficam ruins e eu só tenho vontade de uma coisa, dormir, dormir, dormir e quando acordar estar em casa, comendo a comida da minha mãe, vivendo minha adolescência perdida. Isso de ser adulto é muito tedioso, chato, é muita responsabilidade isso de se manter, se pagar, se custear, essa rotina de não viver acaba comigo, isso de acordar, ir pra faculdade aprender coisas inúteis que não serão utilizadas no mercado de trabalho porque o modelo de ensino brasileiro é uma farsa,não se destacar nessas coisas inúteis ter o ego ferido por se esforçar e ainda assim não ser a melhor, dar o seu melhor e nem chegar perto de ser suficiente, tudo isso pra que? Eu sei pra que e é por isso que eu nunca desisti, nem pretendo, mas eu não aguento outras duas semanas como essa, sem dormir direito, sem comer direito e sem ter resultados efetivos.
Vontade de ligar pra um amigo, chorar minhas magoas, reclamar dos meus dias chatos, da minha vida cinza, mas nem isso eu faço mais, se eu não tô com paciência de pensar nos meus problemas (que na verdade poderiam ser resolvidos se não fosse todo essa desanimo) imagina os outros?
Eu deveria estar lá agora, entupindo meu cérebro de informações, mas estou aqui na minha cama, feito uma criança, choramingando ao invés de ir a luta.
Podres poderes, Caetano.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
São todos iguais?
Agora que tudo está exposto
a máscara e o rosto trocam de lugar.
Além da máscara, Pouca Volgal.
Então você conquistou sua merecida vitória.
Lutou, esbravejou, correu atrás, sofreu, chorou, pensou em desistir, culpou o mundo, se culpou mas venceu.
Conseguiu sua liberdade, sua vaga, uma pessoa, um perdão, um emprego, pagou uma dívida,superou o maior problema da sua vida, enfim, venceu, por merito, sem pegar o caminho mais curto, fez tudo nos conformes, a sua vitória é sua.
Parabéns, de verdade, você merece, mas alguém aí, além de mim, notou que quanto mais vencemos
mais dificil fica reconhecer o esforço do outro?
Mais difícil fica lembrar que muitas vezes nos fizemos tudo que pudemos e mesmo assim falhamos?
Quanto mais vitórias menos humildade.
Fica dificil achar o problema do outro um problema respeitável,
então você pensa, isso é uma futilidade, há tantas coisas mais importantes a se pensar, a se fazer,
e então de repente não só o problema da pessoa que é futil, o dono do problema também é.
Então você pensa, isso deve ser amadurecer, importar-se com coisas importantes.
Mas não, isso é tornar-se arrogante.
Cada um trava sua luta em busca do que considera ser a coisa mais importante da sua vida.
O problema é que tem gente que luta por coisas que não mudarão a vida de ninguém além da sua,
isso sim é uma luta vã. Pode até ser possível vencer sozinho, mas não é possível viver sozinho.
Amadurecer, ao meu ver, é conseguir superar os seus problemas, alcançar seus objetivos e ainda assim reconhecer o outro como um igual.
São todos iguais.
E tão desiguais uns mais iguais que os outros.
Ninguém = Ninguém, Engenheiros do Hawaii
a máscara e o rosto trocam de lugar.
Além da máscara, Pouca Volgal.
Então você conquistou sua merecida vitória.
Lutou, esbravejou, correu atrás, sofreu, chorou, pensou em desistir, culpou o mundo, se culpou mas venceu.
Conseguiu sua liberdade, sua vaga, uma pessoa, um perdão, um emprego, pagou uma dívida,superou o maior problema da sua vida, enfim, venceu, por merito, sem pegar o caminho mais curto, fez tudo nos conformes, a sua vitória é sua.
Parabéns, de verdade, você merece, mas alguém aí, além de mim, notou que quanto mais vencemos
mais dificil fica reconhecer o esforço do outro?
Mais difícil fica lembrar que muitas vezes nos fizemos tudo que pudemos e mesmo assim falhamos?
Quanto mais vitórias menos humildade.
Fica dificil achar o problema do outro um problema respeitável,
então você pensa, isso é uma futilidade, há tantas coisas mais importantes a se pensar, a se fazer,
e então de repente não só o problema da pessoa que é futil, o dono do problema também é.
Então você pensa, isso deve ser amadurecer, importar-se com coisas importantes.
Mas não, isso é tornar-se arrogante.
Cada um trava sua luta em busca do que considera ser a coisa mais importante da sua vida.
O problema é que tem gente que luta por coisas que não mudarão a vida de ninguém além da sua,
isso sim é uma luta vã. Pode até ser possível vencer sozinho, mas não é possível viver sozinho.
Amadurecer, ao meu ver, é conseguir superar os seus problemas, alcançar seus objetivos e ainda assim reconhecer o outro como um igual.
São todos iguais.
E tão desiguais uns mais iguais que os outros.
Ninguém = Ninguém, Engenheiros do Hawaii
domingo, 10 de junho de 2012
Simples de coração ♪
Já perdemos muito tempo,
brincando de perfeição,
brincando de perfeição,
esquecemos o que somos,
SIMPLES DE CORAÇÃO.
Engenheiros do Hawaii
SIMPLES DE CORAÇÃO.
Engenheiros do Hawaii
Estranho essa história de começar
a gostar de alguém, normalmente (pra mim) é uma coisa muito espontânea, coisa
de olho, sei lá. Mas tem também os casos em que você descobre a pessoa, seja
numa troca de sorriso, numa troca de olhares, ou porque você por acaso a
observou melhor.
No começo você pensa no que
fazer, no que falar, como falar, você imagina tudo que pode acontecer quando
vocês se encontrarem, imagina coisas, torce pra dar tudo certo e na hora em que
o tão planejado encontro acontece você fala apenas um “Oi” dá um sorriso sem
jeito e só não sai correndo porque ainda resta um pouco de sanidade.
Ou então se ele ou ela der abertura você tenta puxar assunto e tudo é um desastre, e você só não sai correndo porque no fim das contas resta mesmo um pouquinho de sanidade.
Comigo mesmo nunca dá certo, eu junto coragem durante 40 minutos pra falar oi, abro a janelinha do face e desisto. Ou então falo oi rezo pra que ele responda e puxe assunto, incrível capacidade de ficar sem assunto justo com quem a gente não pode deixar isso acontecer.
Ou então se ele ou ela der abertura você tenta puxar assunto e tudo é um desastre, e você só não sai correndo porque no fim das contas resta mesmo um pouquinho de sanidade.
Comigo mesmo nunca dá certo, eu junto coragem durante 40 minutos pra falar oi, abro a janelinha do face e desisto. Ou então falo oi rezo pra que ele responda e puxe assunto, incrível capacidade de ficar sem assunto justo com quem a gente não pode deixar isso acontecer.
Desastre, desastre, desastre,
meus pré-relacionamentos são sempre um desastre e geralmente terminam com a
pessoa nem sabendo que eu estava a fim, afinal desastres podem virar tragédias.
E em boca fechada não entra mosca.
Seria perfeito se essa história de gostar de quem gosta da gente sempre funcionasse.
Olha, pra ser bem sincera certa vez cansada dessa vida de solteira, de ir pra festinha
só beijar na boca, sair, beber e não ser correspondida eu resolvi dar uma chance pra uma pessoa ótima que eu sabia que gostava de mim. Não funcionou, não funcionou de jeito nenhum, pra falar a verdade foi um completo desastre, porque eu comecei a sentir culpa por não corresponder da mesma forma, eu comecei a agir como ele merecia, mas eu não me sentia bem, no fim eu aguentei um mês e sai desse pseudorelacionamento me sentindo a pior pessoa do universo, me sentindo um lixo mesmo e desde então eu sigo um principio que não me faz muito feliz, mas também não traz infelicidade pra ninguém, pode ser o príncipe encantado, a pessoa dos sonhos, pode ser quem for eu não fico, não namoro, não pego e nem dou esperanças pra quem gosta de mim e eu não sinto o mesmo , porque sinceramente não acho digno de forma alguma um relacionamento que se mantém por pena, culpa etc etc etc.
Dentre todos, acho que esse texto assim, todo bagunçado,
meio sem nexo, meio sem pensar muito, cheio de muita coisa,
falando sobre quase nada é o que mais tem de mim.
meio sem nexo, meio sem pensar muito, cheio de muita coisa,
falando sobre quase nada é o que mais tem de mim.
domingo, 6 de maio de 2012
Belezas são coisas acesas por dentro ♪
Fidelidade é laço, lealdade é um valor.
Estive pensando muito nisso esta semana e descobri que lealdade vai muito além de fidelidade,
as duas coisas tem ver com companheirismo, respeito, reciprocidade mas ser leal é mais que ser fiel.
Fidelidade é um laço estreito, que não sufoca mas também não liberta, geralmente é um compromisso que assumimos com alguém, lealdade é um compromisso que assumimos com a vida.
Ser fiel tem que ser um ato voluntário, se não for em algum momento você vai se desequilibrar e quando isso acontecer você terá três alternativas, quebrar o laço, dar um nó ou desamarrá-lo e você pode ou não decidir isso sozinho.
Lealdade (ao meu ver) você não aplica a um relacionamento, você aplica a todos. Ser leal é ter respeito por si antes de qualquer outra coisa e nem por isso deixar de respeitar alguém. Eu queria uma comparação melhor, mas na falta de palavras eu diria que lealdade pode ser interpretada como um conjunto de regras flexíveis, até porque você não pode ter sempre as mesmas opiniões, você não é a mesma pessoa todos os dias.
Ser leal é tratar as pessoas exatamente como você gostaria de ser tratado, é respeitar, é estar perto e se isso não for possível fisicamente faça ser possível mesmo a quilômetros. Ser leal é ser honesto, sincero, companheiro, admitir falhas e corrigi-las sempre que for possível para que a convivência não se torne um fardo, e se não for possível deixe bem claro que você fez tudo que podia. Faça sempre tudo que puder.
Não tome atitudes que influencie a vida de outra pessoa sem consultá-la antes, mesmo que para você parece irrelevante, alguns detalhes fazem toda a diferença e quando se trata de gente cuidado nunca é demais.
Ser leal é tratar as pessoas exatamente como você gostaria de ser tratado, é respeitar, é estar perto e se isso não for possível fisicamente faça ser possível mesmo a quilômetros. Ser leal é ser honesto, sincero, companheiro, admitir falhas e corrigi-las sempre que for possível para que a convivência não se torne um fardo, e se não for possível deixe bem claro que você fez tudo que podia. Faça sempre tudo que puder.
Não tome atitudes que influencie a vida de outra pessoa sem consultá-la antes, mesmo que para você parece irrelevante, alguns detalhes fazem toda a diferença e quando se trata de gente cuidado nunca é demais.
Ser leal no fim das contas é querer fazer bem, é apoiar, é segurar pra não deixar cair e se a queda for inevitável é deixar a pessoa se levantar sozinha sem deixá-la sozinha.
Porém algumas pessoas não são leais a nenhum tipo de relacionamento, e muito da vida se aprende observando, se alguém comete um erro com você, e comete o mesmo erro com outras pessoas ou ela faz de proposito ou ela acha que isso é normal e sinceramente ficar perto de quem nos faz bem faz bem.
Lembre se, se você não gosta que façam com você não faça com os outros.
Belezas são coisas acesas por dentro.
Tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento.
Gal Costa, lágrimas negras.
Gal Costa, lágrimas negras.
Play: A Thousand Faces, Creed
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